A maioria das cobranças que você não reconhece não é fraude. É uma assinatura real escondida atrás do nome de um processador de pagamento, um teste que você esqueceu, ou alguém da casa usando seu cartão. Siga nesta ordem: decifre a descrição na fatura, confira os quatro pontos de cobrança (Apple, Google Play, PayPal e recibos do e-mail) e depois pesquise o texto exato na internet. Se ainda assim não identificar, o banco informa o nome do estabelecimento e a partir daí você contesta.
As faturas abreviam o nome do estabelecimento até virar algo entre pista e charada. É aqui que a maioria dos mistérios se resolve. Os padrões mais comuns:
APPLE.COM/BILL ou ITUNES.COM/BILL: uma compra ou assinatura cobrada pela Apple. O valor sozinho não diz qual; a tela de Assinaturas do iPhone diz.GOOGLE *Algo: Google Play. A palavra depois do asterisco costuma ser o app ou o serviço.PAYPAL *ESTABELECIMENTO: o PayPal é o intermediário e o nome do estabelecimento vem em seguida.AMZN Digital, Amazon Prime, AMZN Mktp: assinaturas da Amazon, Prime e compras no marketplace, respectivamente.PADDLE.NET*, FS * (FastSpring), DRI* (Digital River), 2CO * (2Checkout): processadores usados por empresas de software. O nome do produto vem depois do asterisco, às vezes cortado.SP ou SP* no começo: uma loja pequena com Shopify ou Stripe, muitas vezes uma caixa por assinatura ou uma newsletter paga.O movimento mais útil: copie a descrição exatamente como está impressa e pesquise junto com a palavra "cobrança". Quase sempre alguém já perguntou num fórum.
Se a descrição aponta para um intermediário e não para uma empresa, a resposta está dentro desse intermediário.
Se a descrição não diz nada e nenhum intermediário assume, passe por estas hipóteses antes de concluir que é fraude.
Depois de saber quem é, o cancelamento depende do canal, e precisa ser feito onde o dinheiro sai.
Se a empresa não responde ou se recusa, aí sim é hora do banco. Peça a contestação e, se as cobranças se repetem, peça o bloqueio de pagamentos futuros daquele estabelecimento. Vale lembrar que o Código de Defesa do Consumidor cobre a cobrança indevida, e que consumidor.gov.br e o Procon costumam resolver mais rápido do que o atendimento comum. Use a palavra "não autorizada" só se for verdade: contestar uma assinatura que você de fato contratou é um processo diferente e mais lento.
É uma compra ou assinatura cobrada pela Apple. Não diz qual. Abra Ajustes, toque no seu nome e depois em Assinaturas para ver as ativas e as expiradas; confira também o histórico de compras da Apple, caso tenha sido uma compra avulsa na App Store.
Copie a descrição exatamente como aparece na fatura e pesquise na internet com a palavra "cobrança". Depois confira Apple, Google Play, PayPal e os recibos do seu e-mail. Se continuar sem identificação, o banco informa a razão social do estabelecimento e o contato.
Não, e geralmente não é. Quase sempre é um teste grátis que virou cobrança, uma assinatura cobrada com o nome de um processador de pagamento, ou alguém da casa usando o cartão. Confira isso antes de contestar, porque contestar uma assinatura legítima pode fazer o serviço encerrar sua conta.
O Código de Defesa do Consumidor garante a devolução do valor pago indevidamente, e a via prática é abrir a contestação no cartão e registrar a reclamação no consumidor.gov.br ou no Procon. Quanto antes você registrar, mais fácil é reunir a prova das cobranças repetidas.
Não. Cancelar o pagamento automático no PayPal para o dinheiro, mas deixa sua conta aberta no estabelecimento, e alguns depois cobram o valor em aberto. Cancele também com o estabelecimento.
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